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Archive for Abril, 2009

Mamma Vin

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Esta senhora foi quem sempre cozinhou a nossa comidinha e aqui podemos vê-la a escolher o peixinho, bem saboroso por sinal, que comemos no orfanato.

Chamam-lhe Mamma Vin porque, no Uganda, quando as mulheres são mães deixam de ser chamadas pelo seu nome e passam a ser tratadas como “a mãe de”, referente sempre ao nome do primeiro filho.

Mamma Vin foi para o orfanato porque foi abandonada pelo marido quando teve um filho portador de deficiência, o Marvin. Assim, a Mamma Vin vive e trabalha no Orfanato e é como se fosse a mãe de todas as crianças.

Na semana passada, o filho da Mamma Vin faleceu. Estará agora com toda a certeza a olhar por todos os amiguinhos que por cá deixou!

Mas a vida no orfanato não pode parar.

Com a ajuda da Beccy (da Voluntary Project Overseas), os três mosqueteiros estão a tentar transformar a “Raising Up Hope for Uganda” numa ONG (Organização Não Governamental), para assim terem direito a outros fundos e a outras ajudas e continuarem com o seu sonho.

As burocracias, já se sabe, atrasam sempre a esperança…
Vamos estar todos atentos: é uma PROMESSA!

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A primeira pedra da exposição “Abril, Ânimos Mil” foi lançada no dia 16 de Abril.

Aqui somos nós com o nosso grande querido António Colaço ao pé de “A Última Pedra”, o quadro que está em leilão e cujo valor reverte na totalidade para Bulenga, lembram-se?

Quem atira a última pedra neste casamento entre a arte e a solidariedade?

Até 9 de Maio, na Associação 25 de Abril (na Rua da Misericórdia, perto do Largo Camões, em Lisboa) esperamos fazer uma revolução!

As paredes de Bulenga precisam destas pedras…

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A dorminhoca Liz!

[A pequena Nakyainbadde Liz]

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A Liz tem sete anos e é a segunda filha adoptiva do Patrick.  A Liz foi encontrada quando tinha dois anos, fechada num saco plástico no lixo. O Patrick foi quem a encontrou e adoptou-a legalmente, uma vez que não conseguiu encontrar nenhum familiar seu.

Durante a nossa estadia, esta menina chamou-nos a atenção, não só pelos seus grandes olhos,  pelo seu sorriso, mas principalmente por adormecer em qualquer sítio. Era frequente encontrá-la a dormir nas escadas, nos passeios, enfim qualquer sítio servia para uma sesta. Mas o que tinha mais piada era ver o seu ritual pela manhã, quando se preparava para ir para a escola (perto das seis da manhã), a “pachorrice” desta pequena era um mimo…

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Estamos a ajudar!

Finalmente, divulgamos aqui alguns projectos (e respectivos valores) que todos podemos ajudar a concretizar. É uma espécie de lista de desejos e prioridades para Bulenga (e não só):

Ligação à Rede Eléctrica: 186 euros para a instalação mais cerca de 16 euros por mês de consumo (nesta altura, só a alimentação mensal do gerador que têm custa 111 euros! A ligação à rede eléctrica representa, portanto, uma enorme poupança).

Utilização da nova cozinha: Se bem se lembram nós financiámos o telhado mas faltam o chão, utensílios de cozinha, extractor de fumo, porta e cadeado. São mais 111 euros (a transferência para a nova cozinha vai permitir a utilização do espaço da actual cozinha com mais um dormitório para as raparigas, só que esse dormitório também precisa de alterações porque é uma espécie de garagem, totalmente fechada e sem ventilação – nessa altura, vai ser preciso ter em conta mais alguns custos).

Testes VIH/Sida – Estes testes são gratuitos no Uganda mas só são feitos na capital e é preciso pagar a viagem dos miúdos até Kampala. No entanto, por apenas 17 euros é possível levar um técnico laboratorial até ao Orfanato, que faz esses testes.

Extintores – Precisam de mais dois extintores (obrigatório por Lei). Cada extintor custa 28 euros.

Estes são, para já, os projectos que estão orçamentados para o Orfanato de Bulenga mas há muitos outros, tais como: cursos vocacionais para as crianças mais velhas; roupas e sapatos; mais uma pessoa para ajudar a confeccionar as refeições e ajudar a lavar a roupa; um psicólogo/conselheiro que pudesse fazer psicoterapia com os miúdos duas a três vezes por semana; um terreno de 1 ou 2 hectares para que possam ganhar alguma independência alimentar; sementes; etc.

Para além do Orfanato, é preciso não esquecer os outros dois projectos que os 3 mosqueteiros desenvolvem:

Mitalamaria

É uma comunidade que fica próxima da cidade de Masaka, uma das mais atingidas pelo flagelo do VIH/Sida no Uganda. Muitas crianças são órfãs (ficam ao cuidado dos Jaja – os avós) e há muitas viúvas que lutam para alimentar as suas famílias. A Raising Up Hope for Uganda (RUHU – o grupo dos 3 mosquteiros) tenta apoiar cerca de 25 famílias carentes, com alimentos e com dinheiro para as deslocações que a maioria dessas famílias têm de fazer para terem acesso aos tratamentos do VIH/Sida.

Meninos das ruas de Kampala

Já falámos deles no blog. A RUHU tenta dar alimentos a estes miúdos duas vezes por semana. Para além disso, gostariam de lhes dar também um tecto, mas num local diferente do Orfanato. Para tal, têm uma casa em vista que poderiam arrendar mas que custa cerca de 93 euros por mês.

Estas crianças precisam também de roupas, sapatos e medicamentos.

Nota: Estamos muito contentes porque já estamos a receber as primeiras contribuições para U-ganda Projecto! Vamos todos continuar a ajudar. Ontem já enviámos algum dinheiro para Bulenga e os meninos já se alimentaram bem. De Bulenga vem todos os dias (sim, porque falamos quase todos os dias!) um grande, grande, grande OBRIGADO!

NIB: 003508020000404170024 (Caixa Geral de Depósitos)

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Conta para ajudar Bulenga

Bulengas há muitas. Sim, é verdade. Mas esta é a Bulenga que conhecemos, que ficou mais perto de nós e que queremos ajudar. O vídeo é uma bela montagem do Paulo Nuno Vicente.

Por isso, já temos uma conta para ajudar estes meninos.

NIB: 003508020000404170024 (Caixa Geral de Depósitos)

A nossa ideia não é dar-lhes o peixe mas antes ensiná-los a pescar.

Todo o dinheiro que for acumulado nessa conta vai servir para desenvolver projectos que lhes dêem alguma independência financeira. Tais como: compra de terreno para cultivo; construção de uma oficina de artes para os mais velhos poderem criar peças de artesanato e vendê-las; máquinas de costura; entre outras ideias que apareçam e que são muito bem-vindas. São projectos que vamos concretizar no próximo ano, quando lá voltarmos para a festa de aniversário a 15 de Março.

No entanto, há necessidades básicas e urgentes.

É por isso que vamos tentar enviar, mensal ou quinzenalmente, através da Western Union, algum dinheiro que dê para a alimentação do quotidiano. Estes meninos passam dias e dias só a beber chá!

Relembramos que 1 euro equivale a 2500 xelins ugandeses e que 50 euros dão para as crianças do orfanato comerem durante uma semana. Para além das crianças que vivem no orfanato ainda existem as crianças que vêm das redondezas para ali comerem a única refeição do dia; a que se somam as crianças das ruas de Kampala e todas as outras pessoas que os 3 mosqueteiros tentam ajudar, sempre que lhes sobra algum dinheiro.

Não estamos a falar de caridade. Estamos a falar, sobretudo, de auto-sustentabilidade!

Vamos actualizar, todas as semanas, o montante total da conta.

Quanto ao leilão do quadro “A Última Pedra”, mesmo que ninguém faça licitações até ao dia 16 de Abril, ele será posto à venda na exposição de António Colaço, na Galeria da Associação 25 de Abril e todo o dinheiro dessa obra irá para Bulenga.

Em nome dos meninos de Bulenga, obrigada pela ajuda!

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Esta manhã, recebi um telefonema do meu pai que me deixou nas nuvens!

No próximo dia 16 de Abril, António Colaço – o senhor meu pai querido – vai inaugurar a sua Exposição “Abril, Ânimos Mil”, na Galeria da Associação 25 de Abril, em Lisboa.

Ora, no meio da azáfama para esse dia, o meu pai não se esqueceu dos meninos de Bulenga e propôs este desafio no seu blog da Ânimo, que passo a citar:

É assim, há um colectivo de meia centena de putos órfãos que a gente ficou a conhecer. Sabemos quem são, onde moram e sabemos que neste momento estão de novo com problemas de  f-o-m-e!

Esta madrugada acabei a obra de maior peso que vou apresentar na Exposição “ABRIL, ÂNIMOS MIL“: peso físico ( colagem de tijolos sobre madeira, acrílico, 80×40), peso histórico ( são três tijolos do seculo XIX e…mais não digo, por agora!)  e peso estético: é, de facto, uma obra que gosto muito. Vai chamar-se “A Última Pedra“! Depois se perceberá melhor o título nas explicações que espero dar na abertura da Exposição.

Pois bem, é esta obra que tomo a iniciativa de colocar, desde já, em LEILÃO, com uma base de licitação que me parece justa – 500 euros – mas que, atendendo, ao objectivo humanitário, creio que poderá atingir um valor muiiiiiiiiiiiito mais significativo!

Assim, a partir deste momento, recebem-se propostas para o mail quer da ânimo, quer do Uganda Projecto ( estamos articulados! ). O adquirente da obra só poderá levantá-la depois da Exposição, mas deverá pagá-la o mais depressa possível. É que, face às péssimas notícias que chegam de Bulenga, todo o tempo é pouco para evitar que as crianças continuem a passar os dias … a chá!

As gestoras do projecto, a Rita e a Lina, estão a ultimar os preparativos para a abertura de uma conta, mas estão em condições de, até lá, poderem fazer chegar o apoio financeiro.

Peço, encarecidamente, aos amigos da ânimo com possibilidades financeiras que nos ajudem a ajudar as crianças de Bulenga! Se 500 euros dão para matar a fome durante um mês !!! … quanto mais arranjarmos mais poderemos ajudar!

Muito obrigado!

O nosso mail está à vossa espera a partir deste momento!

500 EUROS, QUEM DÁ MAIS?!

O leilão decorre até ao dia da inauguração da Exposição (16 de Abril).

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O “Gueto”

[Distribuição de Alimentos]

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Hoje é 5ª feira, supostamente o dia em que os “3 mosqueteiros” vão levar alimentos aos miúdos que vivem na rua. Ontem recebi um e-mail do Sam que me contava que já estavam sem comida… outra vez. Como a Rita dizia, a luta deles é horária e muito provavelmente estes miúdos de rua não vão ter hoje a tão esperada refeição. Esta refeição é-lhes levada duas vezes por semana (quando há dinheiro para comprar todos os alimentos necessários) e é, para muitos, a única refeição que têm durante toda a semana.

Muitas das crianças que estão no orfanato foram retiradas deste “gueto”, como eles lhe chamam. Das duas vezes que os visitámos, vimos como eles procuram os “tios” para uma palavra amiga, de conforto e como os “tios” tentam, numa luta muitas vezes inglória, levá-los a sair das ruas.

[O Rio]

rio

É deste leito de riacho/lixo que os miúdos bebem água, lavam a roupa, fazem as necessidades e tomam banho. Também nos contaram que, por vezes, deitam para estas águas corpos mortos. As imagens dizem tudo….

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